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De pés descalços, em cima da mesa de um bar


Um coração partido.
Um amor perdido.
Você.
Eu.
E o que costumávamos ser.

A porta continua aberta, 
Assim como o meu coração.

Os cigarros estão jogados, as taças foram quebradas...

Foi dor demais para suportar, moreno!
Agora que eu não te tenho mais aqui, pude sentir a dor que existe nesse mundo.
É solidão demais.
E em cada esquina eu te vejo, e me perco, e me encontro...

Ontem eu estava me perdendo por aí, quando te encontrei.

Pude notar  a forma que você a olhava: Você gosta dela.
Mas me dói, moreno.
Dói demais ver os seus olhos se tornarem mais vivos por alguém que não te pertence.
Alguém que não pertence a você.
Porque você não me olha?  Eu estou aqui!
Eu pertenço a você.

Você mora em mim desde a primeira vez que nos perdemos juntos.

Deixa eu morar em você?

Deixa eu te virar do avesso, te fazer meu e ser sua?

Eu juro, juro juradinho, moreno, se tu permitir a minha entrada, eu tiro os sapatos.

Eu arrumo a casa.
Arrumo a bagunça da minha cabeça e do meu coração.
Por você largos os meus vícios, medos e inseguranças.
Largo o cigarro, que tem sido meus único amigo desde que você se foi.
Largo a dor e a tristeza.

Só não posso prometer largar o meu amor por você.

Pois isso seria como deixar de viver.

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