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Uma carta para os meus sonhos

Sou triste porque existo. Por que nada me completa, e tudo que me toca faz o meu corpo doer. Sou triste por viver de sonhos perdidos, e estar perdida em ilusões. Caminho por aí acompanhada dos meus piores pesadelos e com a ânsia de esconder o meu drama existencial. E aqui dentro eu carrego uma dor infinita como a dor e as estrelas; estrelas que tanto me encantam, devolvem-me a esperança e aquecem o meu coração enquanto eu me afogo nesse rio de lágrimas. 

Eu já caminhei por tantos jardins à procura de árvores que brotem felicidade e só encontrei espinhos. Eu já escalei tantas montanhas na esperança de perder a minha dor e só perfurei ainda mais as minhas feridas. As cicatrizes estão aqui para me lembrar. Felicidade é uma utopia, e sonhar não me preenche mais, me esvazia. E ao contrário do que eles dizem, nem todos os sonhos podem se tornar realidade, mas todos os seus sonhos podem te destruir. Porque é fácil esquecer de quem você é quando se está lutando por o que você quer. É fácil. Fácil demais. Tão fácil que me faz querer gritar, e tentar resgatar quem eu era antes de me esquecer. 

Vomitaram tristeza em mim e eu não tive permissão de pedir ajuda.

Eu já disse: Eu não sei viver. 

E a solidão não me conforma, mas aprendi a conviver com ela.


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