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Bagunça torta


Eu tenho esse jeito orgulhoso; essa mania de responder sem pensar e rir alto sem medo da tristeza ouvir. Mantenho o costume bobo de deixar o orgulho me consumir, e um medo absoluto de admitir ciúmes de tudo  o que é meu - ou deveria ser.

Decorei o quarto de rosa,  mas as camisetas pretas dominam o meu guarda roupas. Choro sorrindo, mas prefiro rir até chorar. 

Cachorros me encantam! Mas os gatos... Oh, os gatos! Eles me tem.
Nas vezes em que parti, desejei que alguém me pedisse pra ficar. E mesmo não acreditando em conto de fadas, o príncipe encantado visita os meus sonhos toda noite, e me rouba sorrisos bobos.

Ao mesmo tempo em que desejo livrar-me da dor, eu quero mantê-la comigo. Estou à procura da liberdade, mas quero alguém pra segurar a minha mão...

E eu viro a cara, grito, esperneio, tudo isso pra esconder que eu me importo! E me dói as pessoas não entenderem esse meu jeito torto de ser.

Agora, está tudo bem. Mas não garanto que amanhã esteja.

Você já deve ser ouvido aquela história "da minha bagunça eu entendo", mas se você tentar, também vai me entender.

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