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Le pétale noir



A minha idade mente. Mente quem eu sou e quem eu gostaria de ser. Os pensamentos se enrolam, e eu sonho tanto  que certas vezes esqueço se vivi ou se menti. Esqueço se imaginei ou se realmente amei. Ouvi dizer que mentiras ditas em voz alta tornam-se verdades e não tive medo de seguir em frente. Criei personagens que pudessem esconder minhas fraquezas. Costurei sorrisos que nunca pertenceram ao meu rosto. E tudo ficou tão vazio.

Eu olho para o espelho e não me reconheço. A menina que eu fui sentiria vergonha do eu me tornei. Sou uma sobra do que deveria ser. Uma sobra de todos que partiram. Uma sobra dos olhos da menina que brilhavam ao imaginar o futuro. Nada mais do que uma sobra de tudo o que vivi. 

Gostaria de poder me redesenhar, e ser tudo aquilo o que eu sempre quis ser. Gostaria que meus olhos brilhassem novamente, e de sentir que estou viva, mas ás vezes eu estou tão sozinha, que não tenho coragem de abrir mão nem mesmo da solidão, e é preciso segurar firme o meu coração machucado para conseguir seguir em frente. 

É como aquela canção "felizes são aqueles que não sentem" e eu, meu amigo, sofro as dores da vida porque sinto demais. 

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