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O primeiro adeus

Desde sempre, nós somos obrigados a conviver com perdas. Aquela boneca, que sua mãe deu a vizinha, ou aquela caneca colorida, que caiu no chão da classe e você nunca mais encontrou. A perda da inocência, ou de uma pessoa que você ama muito. 

Existem também as perdas emocionais, às vezes sofremos tantos que deixamos de sentir. E deixar de sentir, é a pior perda de todas. Porque dói, mas sentir é o que te torna vivo. É difícil de aceitar a perda de algo, mas a vida impõe isso. O que me faz pensar que eu não sei viver. Eu não gosto, e não aceito perdas.   
Eu sofro por perdas bobas, e choro. Dizem que com o tempo, eu vou perder isso também. Mas poxa, até isso a vida vai tirar de mim? Eu não aceito. Eu esperneio. Bato o pé. O que é meu, deveria ser meu para sempre, e se viver é isso, eu não quero mais. 

Eu passei esse tempo todo borrando o meu rímel. Carregando o peso do que não vai voltar, e desejando tudo o que me tomaram de volta. As estrelas são testemunhas das surras que eu levei, mas elas não podem me presentear  com algo eterno. 

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