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Capítulo 14

E mais um ano chega ao fim. Incrível como todas aquelas promessas foram perdida ao longo dos meses. O que estou fazendo, afinal? 

É como se a minha vida fosse um carro sem freio descendo uma ladeira, e dá um frio da barriga toda vez que eu abro os meus olhos.

(O fim marca um novo início, ou o início marca o fim?)

Eu nunca soube o que estava fazendo; colocaram uma venda nos meus olhos mas eu acabei perdendo todos os sentidos. Agora, tudo isso parece um roteiro infinito, onde eu caio, levanto, e volto a cair até quebrar os braços, as pernas, e desistir de me levantar. 

Eu gostaria de poder tirar todas as nuvens negras do céu, abrir todas as portas e janelas e deixar a luz entrar, me preencher, me transbordar... E respirar, respirar fundo, guardar todo aquele ar puro dentro de mim - as vezes, chega ser difícil respirar com tantos pensamentos pesando sobre a minha cabeça. 

As folhas secas do outono me lembram da beleza que existe no que está no fim, mas gritam para que eu preste atenção nas folhas que estão por vir. Elas são o começo, e podemos traçar o rumo que quisermos a partir disso. 

Outro dia eu  me perguntei "o que é mais difícil, o medo que enfrentamos ao começar algo ou a tristeza do fim?" e a verdade é que cheguei a conclusão que o mais difícil é encontrar beleza na nossa própria jornada. Tudo não passa de um aprendizado, não é? E eles dizem que melhora com o tempo... É por isso que continuo aqui, apesar dos meus braços e pernas quebradas... E é por isso, que a única promessa que eu vou fazer  para o próximo ano - e deixo registrada aqui -  é tentar ver beleza nesses caminhos estreitos que estou percorrendo. Eu sei que o que eu estou procurando está por aí, escondido entre os jardins, as lágrimas e os borrões.