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Transbordando eu mesma

Eu sou uma bagunça. Um quebra cabeça de mil peças abandonado no porão da casa de alguém. Eu sou a sombra do abandono e a luz do meu sorriso é tão falsa quanto as pontas douradas do meu cabelo. Todos os dias eu forço uma alegria que não existe em mim, e eu nunca grito ao mundo as dores que sinto. 

Outro dia criei asas e aprendi a voar, mas as paredes são tão altas... E o temporal sempre me arrasta de volta para o chão. E eu estou aqui. Jogada. Largada. Sozinha.

Eu quero mesmo é trocar de pele, de coração, de alma. Quero parar de sentir, parar de temer. Quero escrever textos felizes, mas o que posso fazer se tudo o que eu vejo é escuridão?

Procurei a felicidade, mas o tempo me deixou tão cega que os meus medos me afogaram em mim mesma. 

Eu me afoguei em mim mesma. Eu transbordei, eu imundei os meus sonhos; a maré me engoliu de uma vez só.

Uma vez me disseram "se o mundo não está te dando o que você quer receber, você precisa ver o que está dando para o mundo" mas só eu sei quantas vezes eu mudei de posição pro mundo me enxergar melhor, mas eu continuo encolhida nas sombras.

Eu sei que desisto rápido, mas eu desisto por medo de desistirem de mim. Eu fujo por medo que fujam de mim. E também tenho medo da luz, porque luz demais também cega...

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